Guerra fria e hambúrgueres

Um almoço simples e tipicamente americano para os presidentes dos EUA e da Rússia. Quem um dia assistiu à Guerra Fria jamais imaginou uma cena como essas. Hambúrgueres reúnem ex-inimigos históricos.

Barack Obama e Dmitri Medvedev comem hambúrguer no Ray’s Hell Burger, em Arlington, Virgínia, EUA.

Ray’s Hell Burger no Google Maps

Foto: Kevin Lamarque – Reuters

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Pão de Queijo da Haddock Lobo

Ao tomar meu café da manhã no Pão de Queijo Haddock Lobo percebi que beleza é reviver. Sim, é bonito, muito mais do que na minha infância, mas não tem nada mais espetacular no pão de queijo do Tião do que minhas lembranças de criança ao entrar nesse pequeno recinto de balcão refrigerado com uma cesta de vime média em cima, coberta por um pano listrado azul e branco igual ao da minha roupa de cama. Existe muita coisa além do sabor do pão, tem muita memória nisso. E a sensação nítida de quando levo pessoas conhecidas para comer o melhor pão de queijo do mundo comigo é de que para elas não tem nada demais além de um ótimo lanche, mas percebi ontem que assim como eu, a maioria dos que ali entram, querem comer um pedaço de coisas que têm sabores de infância, namoro e outros momentos bons. Assim se constata facilmente não pela fome ou satisfação gástrica, mas pelos olhares e expressões faciais iguais a mim. Quem não entende vá domingo de manhã entre nove e dez e meia tomar um cafezinho e comer um pão de queijo, é na Haddock Lobo entre a Lorena e a Oscar Freire, do lado direito da rua de quem desce, um toldinho azul anuncia.

Foto do post: Veja SP

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Cafetería Simpatia

O metrô de Madri é muito legal. Descer em qualquer estação, aleatoriamente, e caminhar sem rumo é um dos programas legais a serem feito na capital espanhola. Que segundo os conhecedores do país, é uma das poucas cidades onde se vê com frequência a bandeira nacional hasteada, nos demais se vê a da Catalúnia, de Astúrias, do País Basco, e por aí vai.

Voltando ao metrô: após uma manhã perambulando pelo Museu Thyssen-Bornemisza, tomei o metrô e desci no Parque del Retiro, depois de uma caminhada por ele, saí em frente a Puerta de Alcalá. Quem conhece a cidade, sabe que o atendimento em cafeterias e bares não é dos mais agradáveis, os atendentes são “muy objectivos”, pouca paciência e muita velocidade.

Mas morto de fome entrei em uma cafeteria na Calle Alcalá, número 54. O cardápio e o nome do lugar me fizeram escolher um típico hambúrguer com carne, quejo, alface, tomate e ovo “Dá-me un Simpatía!” – gritou o atendente ao cozinheiro. A Cafetería Simpatia é um lugar especial de Madri, com um lanche simples, mas perfeito, servido em um comprido balcão e com algo incomum: Simpatia.

Cafetería Simpatia: Calle Alcalá, 54, Metrô: Linha 2 – Banco de España

Foto do post: beegee74

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Curitiba e seus clássicos

Não nasci curitibano, mas escolhi a cidade para mim. Junto com Curitiba vem o que talvez no Brasil apenas o Rio e São Paulo saibam fazer tão bem: respeitar, admirar e o mais importante, frequentar os lugares que tem a cara da cidade. Vamos falar de alguns:

- A Formiga (Av. Iguaçú, quase esquina com a R. Ângelo Sampaio) – uma sorveteria com o slogan “Um gelado de qualidade” traz consigo um sorvete que não se faz mais. Aquele com pedaços de gelo e um sabor bem suave de fruta. O papel de embrulhar encomendas diz “Faça amigos! Dê uma torta de sorvete de presente!”. Há anos A Formiga não tem mais tortas. Uma pena. Recomendo uma casquinha com 2 bolas, uma de cereja e uma de creme.

- Tartaruga (R. Atílio Bório esq. com R. Itupava) – durante a semana serve prato feito e prato comercial a preços baixíssimos. Reúne nos almoços da semana pessoas que trabalham nas redondezas. Desde pedreiros que chegam de bicicleta e a pé à engravatados com carrões. A noite serve churrasco, assim como no almoço de sábado que também oferece churrasco. Sempre com uma cerveja gelada e uma polenta frita de entrada. Recomendo a costela borboleta nos dias e noites de churrasco, o matambre nas noites e a costela ao molho no prato feito da semana. Imperdível.

- Lanches Itália (R. Cândido Lopes, em frente ao Cartório Laporte) – de famosa lanchonete nos anos 60 e 70 à um simples balcão hoje, serve com toda a graça o melhor pedaço de pizza do Mundo. Uma massa alta e bem crocante. Há quem lembre da infância ao comer essa pizza com uma garrafinha de Choco Milk. Mas se você não tem restrições de sabor, não deixe de provar a vitamina mista, que leva “tudo” na receita, até sorvete de creme e mamão.

- Caruso (R. Visc. do Rio Branco, 877) - a tradicionalíssima confeitaria nos faz voltar no tempo com seus móveis conservados da década de 50, geladeiras e balcões refrigerados estilo Confeitaria Colombo, serve a conhecida empadinha. Nos almoços de terça à sábado serve feijoada. Aos sábados a feijoada acompanha um bufê de sobremesas que tem o brigadeirão, uma das coisas mais doces, mas mais incríveis que eu já comi. Não deixe de provar o caldinho de feijão antes da feijoada e se não for muito de chocolate, prove um dos doces portugueses do balcão.

Foto do post: Almir Lira

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Não é Hambúrguer agora no WordPress.com!

Para comemorar o lançamento do site do Não É Hambúrguer no WordPress.com, criamos o “Deixa que eu pago” pois gostaríamos de contar com a sua participação com o envio de textos (máximo de 40 linhas) sobre uma experiência gastronômica interessante. Você envia a nota fiscal ou recibo desse almoço, jantar, lanche, café-da-manhã ou até de um sorvete legal, e nós pagamos essa conta em troca do seu texto sobre a experiência (Limitado a R$ 60,00, US$ 30.00 ou 20€ por participante).

Caso selecionada a experiência gastronômica o Não É Hambúrguer entrará em contato.

Caso queira participar, envie um e-mail com seu nome, idade, profissão e um breve histórico do que faz e quem é para itsnotburger@gmail.com

Site da promoção: http://naoehhamburguer.wordpress.com/suaconta/

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